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Sombras no ‘call center’
A chegada da AeC a Campina Grande vai render muito daqui prá frente. Primeiro, porque são dois os ‘pais’ buscando assumir a criatura e logo registrá-la no cartório nem sempre verdadeiro da picuinha política, onde tudo cabe. E segundo, porque falta muito ainda a ser explicado no âmbito do negócio. Eu estou inclusive fazendo a minha parte, enquanto jornalista, e já acionei as assessorias de imprensa e de marketing do grupo, em Belo Horizonte, para que saciem as minhas indagações. E prometo voltar ao tema, logo logo. CARVALHO VEREADOR Ex-presidente do PT do B em Campina Grande e pré-candidato a vereador pela legenda, o amigo Pastor Cézar sentenciando: "Carvalho vai sair mesmo é candidato a vereador". SILVINHA e BABÕES Silvinha, a irmã de Daniella, voltando à mídia e reintegrando-se às redes sociais. Hoje foram vários post’s no Twitter. Um, sem endereço específico, condenando "babões". TREMIDA EM ‘JP’ Soube que um desses post’s da rebentinha mais nova de Enivaldo fez tremer em João Pessoa estudios de gravação da turma de Dércio Alcântara. RADIALISTA REVELAÇÃO Gustavo Ribeiro fazendo, na Cariri AM, a diferença no radiojornalismo local. Revelação e tanta, a nos orgulhar enquanto ser de um mesmo meio. O ‘PITO’ DE SALOMÃO Salomão Augusto (STTP) dando ‘pito’ na turma do Correio da Manhã (Morib, Oscar, Alberto e Carlos Souza) pela oferta de espaço a membros do sindicato dos alternativos. PLACA FRIA Grave denúncia dos meninos dos alternativos na Correio motivou a ira e o ‘pito’ de Salomão Augusto: sua honrada esposa dirige carro com placa fria (nº OFF 3039). MINISTRO DE CAMPINA Aguinaldo Ribeiro já pediu avião da FAB para desembarcar terça-feira como ministro de Campina (e do Brasil) no aeroporto João Suassuna. PASTOR CAMINHANTE Ronaldo Correia, empresário e pastor, mas sobretudo grande amigo de muita gente em Campina e alhures, faz caminhada solitária pelo Catolé. Flagrei-o hoje cedinho! SUMIÇO NO MAPA Edna Bonfim, a mulher que mais faz seguros de carros em Campina Grande, sumiu das colunas sociais. Dizem que com medo do namorado de Zouraide Silveira. LÍDER DE AUDIÊNCIA "Verso e Reverso" (Cidade AM) já liderando a audiência do meio dia na região de Campina Grande. E isto em apenas um mês e meio de existência. ABILIO E O TWITTER Armando Abílio é o terceiro nome mais seguido do Twitter na Paraíba. O segundo é Cássio Cunha Lima, recentemente destronado da posição. O primeiro eu digo depois. ABRAÇO ARROXADO Retribuir o abraço virtual do último final de semana, postado por Tião Lucena em seu famoso blog. Porque sei que é abraço arroxado!
Escrito por Marcos Marinho às 09h34
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O blefe do PMDB
No carteado, o blefe é fundamental. Usado como elemento de estratégia facilita a vida do jogador, dificultando conseqüentemente os passos do adversário, dado a imprevisibilidade do próprio jogo. Na vida, embora venha a ter aqui e acolá a sua utilidade, o blefe nem sempre pode ser dado como estratégia de ação, mais das vezes existindo tão somente como elemento de sobrevivência. Além do mais, por transformar aquele que blefa em mentiroso, pejorativo nada agradável para quem pensa-se inteligente ou magnânimo, passa a ser desprezível. No jogo das cartas o blefe assume papel preponderante e tem sua existência válida sem questionamentos, passando a ser regra nas mesas de apostas. No jogo da vida, retirada a ressalva indicada, vem roubando a cena quando empregado no cotidiano político-partidário, aí encontrando uma ambientação mais do que perfeita. É comum se ouvir dizer que o "não" de um político quase sempre significa um "sim", e vice-versa. E isso é o quê, se não um grande e reiterado blefe? Agora mesmo João Pessoa e Campina Grande assistiram a uma espetacular encenação protagonizada pelo PMDB, por ironia da vida o partido-verdade de Ulysses Guimarães. Na capital do mar e na capital da serra, a legenda apontou seus pré-candidatos ao pleito municipal dizendo-se amparado em pesquisas de opinião, coisa que até os pombinhos de Pinta Cega na Praça da Bandeira e os macacos da Bica chamam de mentira - a dura tradução da palavra blefe! Em Campina Veneziano desde agosto tinha Tatiana Medeiros como sua opção. Era segredo para nós outros mortais. Mas... Mulheres não guardam mesmo segredos e foi a própria médica a inconfidente, desmascarando as pesquisas. Neste item, aliás, ponto para o prefeito, que representou a cena até ato final na sala da casa de praia do vice José Luiz quando abriu os envelopes das quantitativas. Na Capital a passada de perna em Manuel Júnior foi um blefe antológico, onde o velho ‘Mestre de Obras’, que já sabia-se o candidato desde a hora em que Ricardo Coutinho tomou-lhe o Palácio da Redenção, catimbou, conspirou e carimbou o passaporte para a disputa sem matar nem ferir, salvo a morte prévia do companheiro atrevido, seu até ontem mais fiel dos escudeiros. É oportuno ressaltar que o blefe, quando alçado como nesses dois especiais exemplos a uma altura imperceptível aos comuns, nunca vai deixar de ser blefe. Ganha outros contornos com certeza, camufla-se em meio à selva de deslavadas mentiras, ri lá de cima com a própria semi-invisibilidade, mas Gasparzinho – o fantasma camarada – não será jamais. Já convivi com vários políticos, inclusive os do melhor naipe, para ficarmos com a linguagem dos carteados. E todos, indistintamente, blefaram! Uns mais e melhores; outros menos e nem tão aplicados. Não digo que tenham sido mentirosos contumazes. Mas lamento constatar que somente aqueles mais instigantes e useiros do blefe galgaram vôos sólidos e seguros na atividade. Veneziano e Maranhão blefaram em relação às pesquisas, nelas ancorando suas mais difíceis situações políticas, mas não mentiram. Inteligentemente, tomaram para si um artifício somente acreditado no carteado para tê-lo forte em seu favor. E quem foi na onda, foi... O PMDB - de João Pessoa ou de Campina Grande - pode até estar sujeito às ordens expressas do ex-governador e do prefeito, e é o que aparenta na verdade acontecer, mas às largas vistas da sociedade é um partido independente na maneira pela qual decide as questões de sua competência. E ninguém poderá dizer a qualquer colegiado qual será a decisão que tomará, salvo em blefes como esses, de altíssimo nível. Resumo da história: Blefar é uma coisa; perder tempo é outra, bem diferente.
Escrito por Marcos Marinho às 09h38
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O dedo de Vené
A Paraíba acostumou-se a ver em Veneziano apenas a sua frondosa cabeleira. E ele mesmo, açodado por este foco, já divulga a identidade do seu grupo de seguidores – os cabeludistas! Eu o ouvi, no discurso que fez na frente da antiga Mater Dei, e ao ditar ordens para a tropa, expressar-se assim em referência aos áulicos. Doravante, ‘cabeludistas’ serão todos aqueles que votem em Vené, em Vitalzinho, em Dona Nilda, em Raquel, em Vilalba, em Ana Cláudia... Assim como são ‘cassistas’ aqueles que idolatram e aplaudem Cássio. Como foram ‘braguistas’ os enfileirados com Wilson Braga e ‘maranhistas’ os náufragos de José Maranhão. O termo é diferente. E acho que não foi escolhido ao acaso. Para chegar a ele certamente alguns fios do cabeludo caíram em meio a noites insones. Porque é de Veneziano essa prática: estudar e estudar-se, para em culto à imagem fazer-se vencedor. Nos cabelos do prefeito campinense residem a sua força. Não a física, que era o caso de Sansão. Mas a do marketing, hoje a coisa mais importante para quem precisa e carece projetar a imagem. Veneziano jamais identificaria sua galera como ‘reguista’. E se nisso algum dia pensou, os insultos de João Dantas na Câmara associando REGO a esgoto com certeza foram decisivos para sepultar qualquer remota lembrança. Além do mais, ser cabeludo é poder também se comparar a Deus, como o marketing de uma das suas campanhas já modelou. E assim mostrar-se permanentemente iluminado, abençoado. Ser o ungido, o verdadeiro, o sem ressalvas, o perfeitamente acabado. Veneziano até pode ser tudo isso. Ou muito mais. De cabelos soltos ou amarrados, com formalidade ou informalidade (consta que os prende quando veste ternos e solta-os quando vai às ruas de camisas), o certo é que elegeu a altiva juba como sua grande marca. E que dane-se o Rego... Cabelos à parte, e ‘cabeludistas’ idem, o que o paraibano ainda não tinha visto em Veneziano foi o dedo indicador. O da mão-direita, mais precisamente. Igual àquele famoso com que Argemiro de Figueiredo principiava seus memoráveis discursos; àquele que a família de Félix Araújo, por identificar pequeno o do herói trucidado, mandou esticá-lo na foto histórica; ou aquele de Ronaldo Cunha Lima enfiado no nariz de Zé Maranhão... Tenho para mim que o dedo de Vené é maior que a sua cabeleira. Ou, não o sendo, é infinitamente mais importante. Com ele impôs, na sala arejada da casa de praia do trombudo Zé Luiz, o nome de Tatiana Medeiros como a escolhida do PMDB para sucedê-lo no Palácio do Bispo. Em riste, bem ao estilo dos grandes líderes, o dedo de Vené não titubeou na hora de ditar a sua verdade. Sem se importar com o anfitrião, nem com os outros convidados. E sem ameaçar-se ante a expectativa de rejeições. Como dedo de general, mostrou o caminho excluindo os atalhos. Apontou a reta mirando firme no horizonte. Com a certeza fisicamente perfeita de que dedos, ao contrário de cabelos, não voam. Para mim, é essa a grande novidade de 2012 – o dedo de Veneziano! Já pode cortar as madeixas, como prometeu e não cumpriu ao ver-se ameaçado de derrota na última eleição municipal. E pode ousar ainda mais. Identificar, por exemplo, a sua turma como ‘dedista’ ao invés de ‘cabeludista’ e tudo estará no melhor tamanho. Até porque "dedurista" é termo completamente diferente, nada a ver com o dedo alteado por Vené na vivenda de praia do seu escanteado vice. E assim, mais do que a cabeleira o dedo de Vené hoje salta às vistas de todos e só tem um problema, que é o fator opção. Com os cabelos ele delibera a livre arbítrio e prende-os ou solta-os a depender de cada ocasião. Já com o dedo, por mais elevado que se mantenha e a dobra possa igualmente ser exercida, tê-la a contragosto nesse instante não é descarte.
Escrito por Marcos Marinho às 13h42
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Janela de buscas
Via Fabiano Gomes, na metade do ano passado fui informado de que o confrade Hélder Moura andava chateado comigo em face de matérias inseridas neste portal sobre as impiedosas e – algumas delas – injustas demissões no Sistema Correio de Comunicação. A leitura deste jornal, à época, foi de que o poderoso grupo de Roberto Cavalcanti, que dera um direito no olho idem de José Maranhão após o resultado das urnas de 2010, atendia em suas adaptações de pessoal aos novos rumos e às ordens novas emanadas do Palácio da Redenção. Hélder, que tivera a cabeça decapitada praticamente na mesma semana em que rolaram as de Josival Pereira, Gutenberg Cardoso, Marcelo José e outros menos cotados, foi premiado por uma espécie de rebelião surda de assinantes do jornal e anunciantes da TV e por conta disso voltou ao batente. Tinha inclusive, como ocorreu com seus outros degolados colegas, praticamente se acertado com o sistema concorrente ao do Correio, mas optou pela volta certamente imaginando verdadeira a frase centenária de José Américo de Almeida segundo a qual ninguém nela se perde. Ao que eu saiba e ao que eu leio, Hélder perdeu-se. Mas acho que foi melhor assim. Na volta à televisão, viu-se obrigado a uma descomunal humilhação. De âncora do ‘Correio Debate na TV’ com todos os poderes e prestígio possíveis, virou coadjuvante de Rui Dantas e de uma descabelada repórter aprendiz de navegadora de redes sociais da internet. E dava pena vê-lo no ar! Conheço Hélder há anos. Desde os tempos da finada ‘Gazeta do Sertão’, que a editou a convite de Edvaldo do Ó. E admiro o seu valor profissional. Mais ainda o seu talento e a sua interminável capacidade de fazer e manter amigos. Só que o confrade não merecia o tratamento que Jubert, Cavalcanti e Bia Teixeira lhe dispensaram, pondo-o na vala comum na qual sepultaram Pereira, Cardoso, Marcelo e demais em nome de uma planilha de verbas do Governo do Estado. Há meses não ligo para Hélder e nem ele me liga. Preferi respeitar o nível da sua anunciada chateação, mesmo interpretando-a injusta e sem sentido, sobretudo porque gente do naipe de Hélder, acostumada a confrontar poderosos no exercício do labor, não deveria se permitir a matar o contraditório, como me parece ter sido o caso. E se fez ou faz ‘beicinho’, só pode ter aprendido com Edvaldo do Ó, o saudoso personagem do maior lundu do mundo. Mas, quem sou eu a censurar-lhe? Profissional do alto nível que ostenta, não terá como deixar de brilhar logo em outros cenários e, nestes, receber meu reiterado aplauso. Se de fato morreu alcançado pelo golpe do Estado via Nonato Bandeira, que a pena de Walter Santos nos informa ter ojeriza ainda maior que a de Hélder pelo contraditório, vá lá que seja: balas trocadas não doem! Faço estas breves ilações em discordância um pouco aos recentes textos de Walter Santos sobre o tema, quando aproveita para dar socos e pontapés em Nonato Bandeira, o cavernoso senhor da comunicação institucional de Ricardo Coutinho que se esqueceu de programar mídia nos veículos do honrado confrade WS. O que Nonato pratica - e os registros de Walter não podem ser desmentidos no item discriminação - não difere em nada do que faziam outros ocupantes da sua cadeira. O ‘bruxo’ Solon Benevides era exemplo acabado dessa vergonhosa situação e eu mesmo o flagrei com régua na mão medindo espaços nos jornais que publicavam benevolências a quem se opunha ao seu chefe Cássio Cunha Lima. Solon nunca perdoou a oposição, tampouco jornalistas ditos independentes como Hélder. E pobre dos donos dos jornais, que ainda suportavam os seus abusados telefonemas reclamando da ocupação dos espaços e ameaçando corte das verbas publicitárias nos casos de reincidência. E ao que eu sei, também pediu cabeças... Aqui mesmo em Campina Grande eu poderia citar ‘ene’ exemplos de gestores que peitaram a mídia e cortaram gente boa dos microfones e das câmeras de TV. Tiraram Lídia Moura da Campina FM e da TV Borborema. Tiraram Juarez Amaral da rádio da Igreja Católica.Coisas do arco da velha... Walter é dono de grupo de comunicação – internet e revista. Sabe melhor do que todos os demais mortais do planeta como a coisa funciona. E o seu festejado portal não é lá essa ética que se cheire na hora da captação de recursos... Vai ver seja por isso que crave no fígado de Bandeira valendo-se do fígado machucado de Hélder. Afinal, lá prá’s bandas de Tambaú, a regra no meio é esta mesma – bater forte primeiro para depois elogiar; morder e em seguida soprar. E ir festejar-se nos banquete Alguém lembra do Sistema Paraíba de Comunicação até anteontem e a pancadaria em cima de Nonato e de Coutinho? Por essa e outras, não posso agora botar boa fé nos escritos do meu amigo WS. Felizmente, quem duvidar tem hoje uma ferramenta maravilhosa e pode valer-se até mesmo do WSCOM: a janela de buscas!
Escrito por Marcos Marinho às 14h09
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Quantidade x qualidade
Os palanques nunca se desarmam em Campina Grande. Por isso, nas últimas décadas todas as eleições estaduais se decidem por aquí. As brigas no sertão, os qüiproquós no cariri, as pendengas litorâneas, os rame-rames no agreste ou os bate-bocas no brejo representam tão somente a parte miúda do imbróglio eleitoral. Campina respira política cada minuto do dia e não forró, como algum apressado ouse acreditar. Daí a razão da parte graúda nesse processo residir na serra, ao embalo das brisas que nela se encontram vindas da ponta e do fim – o mar e o tórrido chão da caatinga interiorana. Não é por simples coincidência que a Rainha da Borborema dispõe hoje de dois dos três assentos reservados à Paraíba no Senado e cinco das 12 cadeiras destinadas aos paraibanos na Câmara Federal, o que importa em praticamente a metade de toda a representação congressual do Estado na capital da República. Na Assembléia Legislativa a força campinense também nunca foi desprezível, estando atualmente representada por um quarto das 36 cadeiras, algo de fato extraordinário quando se verifica que a Capital, com o dobro da população, tem número mixoxo de deputados. Isso tudo não deixa de ser maravilhoso, embora nesse caso a história (ou a vitória) de Pirro venha ser convocada a dar-se como exemplo. E por isso mesmo: em quantidade, nada Campina tem a reclamar; Já em qualidade, aí o cancão pia... Porque, raríssima é a exceção, os parlamentares de hoje envergonham! Se apresentam anos-luz de distância daqueles de ontem e o que salva - e estamos falando sobre os eleitos por Campina - é a ainda maior desqualificação do restante das bancadas, gerando uma nivelação para baixo que permite ao menos observador dos cidadãos não distinguir o melhor do pior, e vice-versa. O incauto analista logo se apressaria em situar que o nível de politização do povo campinense é o melhor possível. Afinal, filhos seus há décadas dominam quantitativamente os Parlamentos e muitos desses hoje ainda estão, por conta das suas eleições, colocados nos melhores postos de trabalho da máquina pública estadual, o que não deixa de ser verdade. Ocorre que a buliçosa Capital do Trabalho, como um dia lhe batizou Raymundo Asfóra, quer muito mais. Qualidade e sobriedade, por exemplo! Que tivesse somente dois ou três nomes no Congresso. Mas que esses se dessem à cópia de um Vital do Rego (o pai), um Aluizio Campos, um Argemiro de Figueiredo... Que se espelhassem, os da Casa de Epitácio Pessoa, pelo menos em um Orlando Almeida, cujo grito de amor por Campina ainda ecoa por corredores e gabinetes. Vai ver que um dia, lá na frente, o campinense feche o cenho e entenda que o voto tem a grandeza de um valor e nunca o valor de uma face. E em não mais vindo a se vender por qualquer dois tostões acabe adquirindo para a amada e esfuziante terra a melhor das mercadorias, cujo preço não estará em nenhuma prateleira: DIGNIDADE, em respeito ao mandato popular. (Publicado originalmente em POLITYKA)
Escrito por Marcos Marinho às 11h56
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Radios à deriva
É cada vez pior em Campina Grande o nível de apresentação de alguns programas nas emissoras de rádio. Já não há na maioria deles o tão necessário respeito ao ouvinte, e isto é uma lástima. Palavras como “merda”, “porra”, “foda”, “viado” (em referência a gays) e outras mais apimentadas viraram rotina e são soltas ao bel prazer como se o ouvido do cidadão que se atreve a sintonizar as rádios seja o depositório dessas porcarias todas – um penico, digamos assim! O grave é que esse desprazer não é protagonizado apenas por jovens despreparados, mas principalmente por velhos senhores dos microfones. Gente que deveria, sim, se dar ao respeito até em nome das suas calvícies e/ou dos seus cabelos brancos. Ao lado disso, registre-se a infeliz adoção do besteirol nos estúdios, em especial nos horários noticiosos, tornando os jornalísticos insossos e sem a menor credibilidade, o que gera fuga de audiência em cascata. Lamentando esse quadro tão triste não tenho como deixar de afirmar a minha profunda saudade dos gigantes da nossa radiofonia. Do meu dileto primo Hilton Motta, por exemplo, capaz de degolar na hora qualquer empregado da sua emissora que ousasse não rezar pela cartilha da elegância e do perfeito linguajar. Hilton não se dava ao direito sequer de errar a concordância gramatical, e por isso sempre foi um ás. Lembrar, com a maior das alegrias, de um Severino Quirino que se dava ao prazer de vestir o melhor terno e adornar-se com a mais vistosa gravata na hora em que adentrava ao local do seu trabalho. Porque para ele o estúdio nunca deixou de ser um templo sagrado e não lhe bastava falar bem e com sobriedade, mas também vestir-se à caráter. Hoje, flagrar ‘cuspidor’ de microfones trabalhando de bermuda e camiseta não é mais bicho de sete cabeças... Um nojo! Não dá para deixar de recordar o brilho e a importância de um Gil Gonçalves, certamente o maior nome da radiofonia de Campina Grande. Ele não se permitia sequer a falar no ar o apelido dado a alguém. Se vivo fosse, não chamaria o Presidente Luiz Inácio de LULA. Nunca! De tão perfeccionista era Seu Gil, que corre no meio a lenda de que chegou a recusar-se a ler reclames do Biotônico Fontoura porque se veria forçado a falar SEVERINO OTÔNICO FONTOURA. À sua visão, BIO era apelido de SEVERINO (BIU). Daí... Hoje, infelizmente, poucos nomes que zelam pelo ouvinte posso aqui citar. Pode até ter mais, mas nesse flanco da sobriedade profissional dá para contar nos dedos das mãos. Um Paulo Roberto Florêncio, um Carlos Souza, um Arquimedes de Castro, um Carlos Magno, um Oscar Neto, um Arimatéia Souza, um Gustavo Ribeiro, um Carlos Alberto... Poucos, pouquíssimos mesmo. Isso, registro com pesar verdadeiro, é intolerável.
Escrito por Marcos Marinho às 13h02
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O beijo de ‘cangulinha’
Aqui acolá em seu disputado espaço na internet, me nominando "Marcos MAIVADO Marinho", o indefectível Tião Lucena reproduz algumas das minhas ‘mal escritas’ e disso me envaideço sempre. Hoje chegou a minha vez e republico, assinando em baixo é óbvio, seu texto sobre o beijo de Marcelo ‘cangulinha’ na inocente dama de 31 anos que farrava na granja do jogador na madrugada caliente desta última e atribulada segunda-feira. Tião falou – escreveu!!! – por mim. Segue o artigo: Sendo assim, também sou estuprador Ando amedrontado com a possibilidade de ser preso como estuprador. É que tenho o hábito de beijar minha esposa quando saio para o trabalho, e isso, segundo a nova teoria policialesca da Paraíba, é estupro. Acho que vou fazer assim, quando me preparar para deixar a casa em demanda do trabalho: -Dona Cacilda, posso lhe estuprar? Se ela deixar, eu estupro, mas se fizer beicinho, vou mimbora com água na boca, só com a vontade e nada mais. A continuar nessa pisada, mais dia menos dia o sujeito será considerado estuprador apenas pelo olhar. Basta botar uns olhos compridos para a distinta dama que passa para a Polícia meter as algemas no tarado e enviá-lo direto ao Serrotão, desaguadouro da nova safra de estupradores paraibanos. Não é exagero, meu considerado. Marcelinho Paraíba foi preso e levado ao Serrotão como estuprador porque beijou uma moça na boca. Beijo dado, diga-se, durante farra etílica na granja dele em Campina Grande. À Polícia, a suposta vítima disse que não conhecia o suposto agressor. E eu fiquei matutando: Se não conhecia, o que diabos ela foi fazer na granja do desconhecido num meio de semana, altas horas da noite? Coisa estranha, suspeitíssima. Eu não freqüento lugar que não conheço. Tampouco me relaciono com desconhecidos. O bom senso manda que seja assim. Aos desconhecidos, no máximo dos máximos devemos oferecer um cumprimento fugaz, um bom dia ou uma boa noite. E a moça, coitada, inexperiente demais, apenas 31 aninhos, formada em advocacia, portanto uma pessoa recém desmamada que não sabe nada de pecado ou pecador. De repente, aparece diante da Polícia, levada pelas mãos de um irmão delegado, para acusar uma pessoa pública e famosa de estupro. O leitor já deve estar sentindo por aí o cheiro da armação, o palco montado para ganhar manchetes, e, quem sabe, tirar alguma vantagem. Será que esse circo teria funcionado se o beijoqueiro fosse o cobrador de ônibus da linha das Malvinas? Taí uma pergunta que eu gostaria de ver respondida pela ofendida dama. A presepada foi maior ainda quando apareceu o enfurecido irmão agredindo jornalistas e exibindo armas na Central de Polícia. A mesma polícia que prestimosamente enviou ao Serrotão o perigoso tarado, sequer deu voz de prisão ao delegado valentão. Ficou tudo por isso mesmo, os jornalistas desmoralizados, apanhados e amedrontados. Ainda bem que surgiu um juiz de respeito no meio dessa história, chamou o feito à ordem e mandou acabar com a palhaçada, determinando a soltura do jogador. Pelo menos isso. O BEIJO DE CÁSSIO E aquele beijo que Cássio recebeu da loura linda que com ele farrava em noitada pessoense e que seu secretário de Comunicação, Solon Benevides, justificou ter sido apenas o gesto ‘bruto’ de uma fã açodada lhe osculando de sopetão, não teria sido também um estupro? Cartas para a coluna!!!
Escrito por Marcos Marinho às 10h19
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O príncipe (sic!!!) e a CMCG
Quando este portal de certo modo fez pouco caso da presença do tal príncipe Dom Orleans (sic!!!) em Campina Grande, sobretudo para receber homenagem de um Poder Legislativo que não anda muito bem perante a sociedade, houve quem o censurasse. Mas, fazer jornalismo verdadeiro - coisa rara nestas plagas - tem essas conseqüências. Por isso, e em coro ao pouco bom jornalismo que ainda se pratica neste chão descoberto pelo capitão Theodósio de Oliveira Ledo, transcrevo notas que o honrado Lenildo Ferreira postou em blog e fez veicular no seu imperdível espaço do ‘Diário da Borborema’. Ei-las, sem comentários adicionais: IMPERIAL A homenagem da CMCG ao “príncipe” Dom Bertrand de Orleans e Bragança, herdeiro do “trono” de Dom Pedro II, confirmou as expectativas. Foi, além de pitoresca, patética. NO SÉCULO XIX Além de afirmar que “a república não deu certo” e mostrar-se surpreso com o progresso de Campina, Dom Bertrand fez um discurso tão contemporâneo quanto a monarquia. PENSAMENTO (SUR)REAL “Compare o Brasil do século XIX com o Brasil de hoje. Naquele tempo nós éramos primeiro mundo. Estávamos em muitas coisas a par com países da Europa e os EUA”. PLEBEUS O “príncipe” ainda confundiu o nome do governador, a quem chamou de “Raimundo”, e do vereador que propôs a sessão, Fernando Carvalho, que virou “Fernando Gomes Filho”. FRASE "Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão." (Eça de Queiroz)
Escrito por Marcos Marinho às 10h44
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Josusmá Viana, o justo
Foi imensa a minha alegria dias atrás ao encontrar casualmente Josusmá Coelho Viana no pátio do Detran, aqui em Campina Grande. ‘Josus’, como carinhosamente o chamávamos ao tempo da fundação do Jornal da Paraíba, mora hoje em João Pessoa e há pelo menos 25 anos não nos víamos. Foi ele quem me reconheceu. Não pelo físico, mas pela voz. E mandou seu motorista inquirir sobre a minha identidade para só então vir abraçar-me.Eu dele quase nada mais sabia. Sequer que perdera a querida Julimary, sua honrada esposa filha do gráfico Júlio Costa, também de saudosa memória. Mas a alegria se renovou ao vê-lo ainda saltitante e vigoroso como outrora, quando insurgiu-se com a quebradeira no Diário da Borborema e o fato deste ser impresso na Capital, e reuniu amigos para fundar o JP, devolvendo a Campina Grande um porta-voz eficiente e fundamental para o nosso dia-a-dia. Confidenciou-me que mantém domicílio eleitoral em Campina Grande e que nas últimas três eleições votou em mim. E acertamos um novo encontro, lá em sua vivenda, quando então botaremos todos os ‘atrasados’ em dia. Josusmá ainda se alegra com a história do Jornal da Paraíba, mesmo tendo a lamentar que o seu atual dono, José Carlos da Silva Júnior, não fale mais com ele, intriga gerada quando da divisão societária que o alijou da administração. Com brilho nos olhos disse-me que procurasse a edição de cinco de agosto, data de aniversário do jornal, onde veiculou artigo da sua lavra com meu nome – e de outros jornalistas fundadores do JP – honrosamente citado. Aliás, é esse lado amigo e verdadeiro de Josusmá que devo exaltar nesses tempos cruéis onde a solidariedade humana deu lugar à mesquinharia. Esta mesma que faz a direção do Jornal da Paraíba esquecer de quem verdadeiramente deu o sangue pela vida do jornal. Salvo este artigo de Josusmá que ainda não pude ler, não recordo de nenhum outro texto no JP onde nós, os fundadores verdadeiros do matutino, fossemos ao menos lembrados num cantinho de página qualquer. Nem Marcos Marinho e nem ninguém mais. E olha que formávamos um time de primeira grandeza: Ismael Marinho, William Tejo, José Levino, Nilo Tavares, Marcelo Marcos e o próprio Josusmá, dentre outros. Deixa prá lá... Cobrar grandeza de quem só tem cifrão na alma é, realmente, querer demais. De minha parte, esse gesto solitário de Josusmá – e o reencontro com seu ombro amigo - vale e supera todas as negativas. LÍDIA NO COMANDO Ótima escolha fez Veneziano neste final de semana, nomeando Lídia Moura para secretariar a Articulação Política do Governo municipal. Do traçado a jornalista conhece muito bem e antecipa-se um show. A única dúvida a preocupar é se o estilo ousado e aguerrido da cunhada de Cozete será digerido pela ‘turma’ do alcaide, o que em assim sendo lhe dará efetiva vida longa no cargo. NOVO PORTAL O publicitário Israel Cardoso, mano mais velho do confrade Josué Cardoso, está à frente do mais novo portal de notícias da Paraíba – o www.paraibaconfidencial.com.br. O site é dinâmico, bem atualizado e tem no próprio Josué um dos principais pilares de sustentação. Recomendo a leitura. ESTOU NO PMN Por sugestão do prefeito Veneziano me filiei ao PMN, partido que conta hoje com excelentes nomes, dentre eles Vavá Tomé, Márcio Rocha, Ana Cláudia, Galego do Leite, Alcindor Villarim, Saulo Germano, Bala Barbosa e Lídia Moura, e que pretende eleger entre três e quatro vereadores em 2012. MARCOS N’A PALAVRA O confrade Antonio Marcos, um dos expoentes do jornalismo político estadual quando atuava na redação do Correio da Paraíba, vai assumir a editoria geral d’A PALAVRA. Sua estréia, entretanto, somente se dará quando o novo lay-out do portal estiver no ar, até final de dezembro. A PALAVRA IMPRESSA Com editoria a cargo deste colunista, A PALAVRA impressa vai voltar às bancas ainda este ano. Terá diagramação avançada, textos opinativos e mais picantes e, como sempre, Campina Grande será a bandeira principal. Parte da tiragem – 10 mil exemplares por quinzena – irá para universidades e associações comunitárias, de modo a contemplar todas as correntes de pensamento do Estado.
Escrito por Marcos Marinho às 12h00
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Esperar o quê de Cássio?
Continuamos - os paraibanos - pessimamente representados no Congresso Nacional. Por isso, a pequena Paraíba cada vez mais diminui e empobrece, em desvantagem enorme no confronto com os vizinhos Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. Ontem, o Brasil assistiu mais um deplorável desmoronamento pessoal – o choro de Wilson Santiago ao ver-se obrigado a ceder os suntuosos salões do Senado da República para o "ficha suja" Cássio Cunha Lima. E hoje esse mesmo Brasil deparou-se com o lado ranzinza e rancoroso do filho do atirador Ronaldo Cunha Lima (outro chorão juramentado que saiu do Congresso pela culatra com medo de ir parar atrás das grades de uma cadeia de subúrbio), quando no seu primeiro discurso na alta Casa congressual quis mostrar-se maior do que todos e chegou a corrigir um estadista do naipe do neto de Tancredo Neves, o ínclito senador Aécio, de fina estampa. Cássio, aliás, já aprontara no Senado desde a semana anterior quando esmurrou a mesa de uma funcionária da Casa ao mostrar-lhe os documentos que o TRE da Paraíba emitira para sacramentar-lhe senador. De sorte que o seu discurso um tanto insosso desta terça-feira, salvo o "pito" que deu em Aécio Neves, não chega a surpreender. Afinal, quem não tem o que dar jamais poderá mesmo ter o que mostrar, ensina a sabedoria popular. O que se espera, em nível de Paraíba, é a altitude do nível da sua representação. Que, por ora, cresce para baixo como rabo de cavalo... De Cássio, o que esperar no Senado da República? Se vier a espelhar-se no pai, como tem sido invariavelmente a sua fermentada trajetória pública, ‘tadinho’ de nós outra vez. Ronaldo era adversário de Antonio Carlos Magalhães, o famigerado "Toninho malvadeza" que presidia naquele tempo a Casa e chegou a ser cassado por violar o painel eletrônico das votações, e humilhantemente em humilhação a toda a Paraíba o poeta dos versos ajambrados ajoelhou-se aos seus pés e beijou as suas sujas mãos baianas. Esse escárnio, estampado nas páginas de A UNIÃO, O GLOBO e d’A PALAVRA, não foi gratuito, descobriu-se logo adiante. Ronaldo pleiteava a Primeira Secretaria do Senado, algo como a prefeitura do lugar, e beijar o baiano fazia parte do namoro. O beijo, aliás, foi o mal menor do poeta. O mal maior a grande imprensa depois divulgou: ele traiu um colega do próprio PMDB, Jáder Barbalho, que concorria à mesma vaga de Magalhães. No Senado Ronaldo nem fedeu e nem cheirou. E a Paraíba, coitada, humilhada pelo seu filho prosador, ficou a contar carneirinhos... Como o faz ainda hoje! Esperamos que Cássio surpreenda. A vida o machucou bastante, mas a ver-se o seu discurso de raiva na tribuna do Senado, em dia de festa e pompa, com certeza dessa mata bom coelho não restará. Que pelo menos não venha a imitar o pai com choros, tiros e renúncias. E que faça do seu mandato um tempo propositivo. Para o bem da Paraíba e, quando menos, dos mais de um milhão de conterrâneos que ainda apostaram na sua juventude.
Escrito por Marcos Marinho às 21h58
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É Cássio!
É inegável, e isto os críticos mais açodados são forçados a reconhecer, que Cássio nasceu predestinado ao sucesso. E com uma estrela na testa, ajudaria no raciocínio Seu Zezinho lá no beco do Califon. Ainda menino virou Constituinte no Congresso Nacional sem precisar de ‘estágio’ na Câmara Municipal de Campina Grande e nem de esquentar cadeira na Casa de Epitácio Pessoa, caminhos obrigatórios para principiantes. Nem deu tempo de terminar o mandato e um casuísmo inserido no ato das Disposições Transitórias da nova Carta Magna garantiu-lhe a devida legalidade para substituir o pai na cobiçada Prefeitura Municipal de Campina Grande, onde exerceu mais um e logo em seguida mais outros dois mandatos, passando a ser na história local com exclusividade o único filho da terra a orgulhar-se de governá-la por tantos lustros. Mimoseado por Itamar Franco, entregou Campina a Tico Lira, seu vice, e foi para Recife dirigir a Sudene, com status de Ministro de Estado. Depois voltou para a Câmara Federal e não tardou a fazer-se prefeito outra vez da Rainha da Borborema, usando-a como trampolim especial para virar governador do Estado. Agora, contrariando todos os aconselhamentos, virando as costas para a Justiça Eleitoral da Província como a imitar Daniel Dantas e dizer "deixem me condenarem aí que em Brasília vai ser mais fácil eu resolver", Cássio parece dar nova volta por cima, fazendo brilhar a sua estrela da fronte. Digo "parece" porque ainda tem que enfrentar a preguiça rotineira do ministro-algoz dos Cunha Lima, Joaquim Barbosa, e ainda os questionamentos patrocinados por Wilson Santiago, que não vai deixar barato a carteirinha de senador. A vitória de Cássio mostra a sua perseverança e obstinação. Mas antes de tudo a certeza que ele tem de que é forte e poderoso como mais ninguém. Até agora, desconsiderando a escorregada da perda do mandato de governador, vai dando certo e a estrela reluz. Cássio segue em frente e, caído Maranhão como está, mantém-se como o maior líder estadual no momento, com perspectivas de que, amadurecido como se declara estar após tantos "sofrimentos", ficar nesse pedestal e dar as ordens na política paraibana por décadas. Só uma coisa pode barrar-lhe a estrada da glória infinita, nesses dias: a rota de vida daquele que derrotou o seu grupo por duas vezes – Veneziano Vital do Rego. Para isso, entretanto, o cabeludo vitorioso precisa se reorganizar, ouvir verdadeiros amigos, planejar amiudamente o futuro e podar os excessos d’alguns que o rodeiam. Sem descuidar de olhar com olhos próprios a Campina Grande que dele tanto exige. De outra forma é Cássio, Cássio e Cássio. Com Campina, de pé, o aplaudindo. (Artigo publicado em 24.03.11 e agora reproduzido, por oportuno instante)
Escrito por Marcos Marinho às 12h07
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A vida liberta
Meu amado leitor: Não estamos deprimidos, estamos distraídos… Eu ando um pouco triste, e na verdade nem sei se também estou deprimido ou distraído. Por isto decidi escrever, que é somente o que eu bem ou mal sei fazer. Vejamos essa passagem: "a vida não te tira coisas: liberta-te de coisas… alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude. Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições". A vida é assim mesmo, cheia de altos e baixos. Não se pode apenas querer vencer sempre, é bom perder para aprender e lutar por novos rumos. Vejamos uma outra passagem: "Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo. E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros." Isto é para nos ensinar a não sermos mesquinhos e saber que não somos melhores que ninguém, somos todos iguais, pelo menos perante a Deus. Não estamos deprimidos, estamos distraídos... Distraídos em relação à vida que nos preenche, distraídos em relação à vida que nos rodeia. Golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios. Não caiamos como caiu alguém que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças a instantes de solidão conheço-me… o que é fundamental para viver. Não façamos o que fez alguém que se sente velho porque tem setenta anos, e esqueceu que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos na História. Não estamos deprimidos, estamos distraídos... Por isso acreditamos que perdemos algo, o que é impossível, porque tudo nos foi dado. Não fizemos um só cabelo de nossa cabeça, portanto, não somos donos de coisa alguma. Além disso, a vida não nos tira coisas: liberta-nos de coisas… alivia-nos para que possamos voar mais alto, para que alcancemos a plenitude. Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamamos de problemas são apenas lições. Não perdemos coisa alguma: Aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos à mesma direção. E não esqueçamos que o melhor de Deus, o amor, continua vivo em nossos corações. Não existe a morte… Apenas a mudança. E do outro lado nos esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, São Agostinho, Madre Teresa de Calcutá, meu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados. Façamos apenas o que amamos e seremos felizes. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural. Não façamos coisa alguma por obrigação ou por compromisso. Apenas por amor. Então teremos plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque é movido pela força natural da vida, a mesma que nos ergueu quando perdemos coisas outras maravilhosas da vida, no meu caso como o meu pai e a minha mãe; a mesma que me manteve vivo quando as forças do mal em diversas oportunidades, como naquela lá do estádio Plínio Lemos e em Jacumã, quiseram ceifá-la. Deus nos tornou responsável por um ser humano, que somos nós. Devemos trazer felicidade e liberdade para nós mesmos. E só então poderemos compartilhar a vida verdadeira com todos os outros. Lembremos: "Amarás ao próximo como a ti mesmo". Reconciliemo-nos conosco, coloquemo-nos frente ao espelho e pensemos que esta criatura que vemos é uma obra de Deus, e decidamos neste exato momento sermos felizes, porque a felicidade é uma aquisição. Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não formos felizes, estaremos levando amargura para todos os que nos cercam. Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos. Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo. Podemos experimentar a chuva no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguete francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, a "misturada" aos sábados na feira de Campina, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, as Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Dom Quixote, o bolero de Ravel e as poesias de Drummond; a música de Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velásquez e Picasso, entre tantas maravilhas. E se estamos doente, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas: se a doença ganha nos liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)… Se a vencemos, seremos mais humildes, mais agradecidos… portanto, facilmente feliz, livres do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade, dispostos a viver cada instante profundamente, como deve ser. Não estamos deprimidos, estamos desocupados. Ajudemos a criança que precisa de nós, esses filhos que precisam de futuro. Ajudemos os velhos, e os jovens nos ajudarão quando for a nossa vez. Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão. Dar sem medida, e receberemos sem medida. Amar até que nos tornemos o ser amado; mais ainda convertermos-no no próprio Amor. E não nos deixemos enganar por alguns homicidas e suicidas. O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso. Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida. Vale a pena, não é mesmo? Se Deus possuísse uma geladeira, teria a nossa foto pregada nela. Se ele possuísse uma carteira, nossa foto estaria nela. Ele nos envia flores a cada primavera. Ele nos envia um amanhecer a cada manhã. Cada vez que deseja falar, Ele nos escuta. Ele poderia viver em qualquer ponto do Universo, mas escolheu o nosso coração. Encaremos. Ele está louco por nós! Deus não nos prometeu dias sem dor, riso sem tristeza, sol sem chuva, porém prometeu força para cada dia, consolo para as lágrimas, e luz para o caminho. "Quando a vida te trouxer mil razões para chorar, mostra que tens mil e uma razões para sorrir". É só!
Escrito por Marcos Marinho às 21h39
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À espera do Zepellin
José Maranhão está quase virando uma Geni, igualzinho àquela de Chico Buarque, o que efetivamente lamentamos. Só tem uma diferença – ele não foi feito para apanhar! Dos que começaram a jogar nele alguma coisa a maioria se dizia amigo. Mas até aí nada a estranhar. Meu considerado Fernando Carvalho já ensinava da tribuna da Câmara Municipal de Campina Grande há anos para quem quisesse aprender que "o amigo de hoje será o inimigo de amanhã, e vice-versa". Regra milenar das artes de fazer política partidária, segundo ele. Já vimos traições ao velho "mestre de obras" desde a virada para o segundo turno em 2010. E estamos acompanhando as açoitadas ainda um tanto matreiras de Gervasinho, Trocolly Júnior e outros de menor quilate eleitoral. Ainda não jogaram m..... em Maranhão porque essa ‘mercadoria’, nos noviços algozes, ainda deve estar no estado pastoso, o que obviamente dificulta arremessos. Ocorre que, pelo andar muxoxo da carruagem, não demora muito para a seboseira grudar de vez no envelhecido lombo do respeitável senhor das Ararunas, manchando ainda mais a sua brilhante história. Maranhão não merecia estar passando por isso. Mas, parte dessas ações corresponde exatamente às suas ações. Bem ou mal, ele fez por merecer alguma coisa disso que está aí. Se de modo voluntário ou não, essa é outra discussão. Se levado pela influência doméstica ou não, eis outra tese a ser analisada. Ocorre que, no frigir dos ovos, o que sobrou de ruim foi somente para ele. Com o agravante de que tudo, nessa difícil fase, leva mesmo para a descida da ladeira, por ser inexorável a marcha da vida. Vai ver que seja por isso que Gervásio Filho apareça nas telas da TV com um sorriso vergonhosamente maquiavélico no canto da boca bolando teses que, tivesse Maranhão saído vitorioso nas urnas, jamais se poriam de pé. Ou que Trocolly pule de galho em galho usando em vão o nome de Deus com o coração ocultando os vômitos que pensa despejar sobre a nossa ‘Geni’ paraibana. Devem imaginar que o velhinho já era... É triste, pois, assistir dessa maneira ao ocaso de um líder do naipe de José Maranhão. Ainda mais quando se percebe que o empurrão que nele lhes dão é movido por muitas forças. Aquelas de Gervasinho, de Trocolly e de outros mais explícitos, mas sobretudo a de outra dúzia de enrustidos líderes dos interiores do Estado. Gente que toma café com ele no altiplano do Cabo Branco, que divide mesas nos encontros partidários, mas que trabalha duro para levá-lo à sepultura política. Desses aí é que Maranhão tem que fugir como o diabo fugiu da cruz. Ainda velha raposa, no sentido mais abrangente da esperteza com que o termo se apresenta, cabe ao ex-governador dar a volta por cima, mesmo tendo a prejudicá-lo a idade provecta. Gente mais íntima diz que o homem ainda é uma baraúna, duro que nem trava de janela de casa do interior. Pois então? Tem que reagir. O que eu não sei, e duvido que muito analista por aí saiba, é se Maranhão vai voltar a se dar bem nesse enlameado mundo da política, mesmo conhecedor de toda a geografia do minado campo. Enfrenta hoje em casa, pela primeira vez, oponentes que sempre tiveram medo de mostrar-lhe os dentes e até os que escondendo a dentadura também almejam mordê-lo na garganta. Virou ex e nem Dilma flertou para tê-lo por perto. A bancada federal amiudou-se e sem avalisá-lo à Presidencia contribuiu exponencialmente para deixá-lo na orfandade. Pior ainda - como aquilo sobre a água! Então, o que resta ao velho cacique? Aboletar-se na cadeira de balanço? Vestir o pijama de bolinhas azuis? Contar os bezerros do seu imenso rebanho de gado? Ouvir a estória de Dona Baratinha de noite pela voz da desembargadora? Ou, como aconteceu com Geni, aguardar seu Zepellin? Eu, particularmente, só vejo uma diferença. Esse Zé pode ser a Geni que seja, mas não foi feito para apanhar. A propósito, como esta coluna também é cultura (sic !!??), segue a letra famosa de Chico Buarque de Holanda: GENI E O ZEPELLIN (Chico Buarque) De tudo que é nego torto Do mangue e do cais do porto Ela já foi namorada. O seu corpo é dos errantes, Dos cegos, dos retirantes; É de quem não tem mais nada. Dá-se assim desde menina Na garagem, na cantina, Atrás do tanque, no mato. É a rainha dos detentos, Das loucas, dos lazarentos, Dos moleques do internato. E também vai amiúde Co'os os velhinhos sem saúde E as viúvas sem porvir. Ela é um poço de bondade E é por isso que a cidade Vive sempre a repetir: "Joga pedra na Geni! Joga pedra na Geni! Ela é feita pra apanhar! Ela é boa de cuspir! Ela dá pra qualquer um! Maldita Geni!" Um dia surgiu, brilhante Entre as nuvens, flutuante, Um enorme zepelim. Pairou sobre os edifícios, Abriu dois mil orifícios Com dois mil canhões assim. A cidade apavorada Se quedou paralisada Pronta pra virar geléia, Mas do zepelim gigante Desceu o seu comandante Dizendo: "Mudei de idéia! Quando vi nesta cidade Tanto horror e iniqüidade, Resolvi tudo explodir, Mas posso evitar o drama Se aquela formosa dama Esta noite me servir". Essa dama era Geni! Mas não pode ser Geni! Ela é feita pra apanhar; Ela é boa de cuspir; Ela dá pra qualquer um; Maldita Geni! Mas de fato, logo ela, Tão coitada e tão singela Cativara o forasteiro. O guerreiro tão vistoso, Tão temido e poderoso Era dela, prisioneiro. Acontece que a donzela (E isso era segredo dela), Também tinha seus caprichos E ao deitar com homem tão nobre, Tão cheirando a brilho e a cobre, Preferia amar com os bichos. Ao ouvir tal heresia A cidade em romaria Foi beijar a sua mão: O prefeito de joelhos, O bispo de olhos vermelhos E o banqueiro com um milhão. Vai com ele, vai Geni! Vai com ele, vai Geni! Você pode nos salvar! Você vai nos redimir! Você dá pra qualquer um! Bendita Geni! Foram tantos os pedidos, Tão sinceros, tão sentidos, Que ela dominou seu asco. Nessa noite lancinante Entregou-se a tal amante Como quem dá-se ao carrasco. Ele fez tanta sujeira, Lambuzou-se a noite inteira Até ficar saciado E nem bem amanhecia Partiu numa nuvem fria Com seu zepelim prateado. Num suspiro aliviado Ela se virou de lado E tentou até sorrir, Mas logo raiou o dia E a cidade em cantoria Não deixou ela dormir: "Joga pedra na Geni! Joga bosta na Geni! Ela é feita pra apanhar! Ela é boa de cuspir! Ela dá pra qualquer um! Maldita Geni!
Escrito por Marcos Marinho às 22h32
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Que a história não se repita
No dia oito de maio de 2010, um ano depois de instalado o "Maranhão III", tive o zelo de alertar Sua Excelência, em artigo postado no portal A PALAVRAONLINE, para o descalabro gerencial com que o Governo tratava Campina Grande. O fiz na condição de amigo do governador, mas muito mais pela condição de filho desta briosa e irrequieta Rainha da Borborema que do topo da serra tem obrigações múltiplas para com todo o Estado – Brejo, Sertão, Cariri, Curimataú, Agreste... O grito não deu resultado, infelizmente. O Governo havia cegado já naquele instante e eu pensava que qualquer mediano oftalmologista sanaria o mal. Ledo engano! Nem se Francisco Pinto, Oton Uchoa ou outro mais graduado oculista da cidade botasse a mão nas cataratas de Zé... E vimos todos o resultado nas urnas, Campina dizendo no mais alto som o que Maranhão e seus despreparados auxiliares e agentes políticos não quiseram ver. Nem ouvir. Triste, vejo com pequenas diferenças o quadro se repetir agora na gestão de Ricardo Coutinho, a quem Campina não deu somente o aval, mas a expressiva vitória. E de novo dou o meu grito, que acredito chegue oportuno nesse mês em que a cidade festeja o seu aniversário. Estamos precisando ver instalado o Governo de RC na Borborema! Precisamos, por exemplo, ver a secretaria de interior aqui sediada funcionando e não apenas para continuar a ser cabide de emprego ou santuário para proteger político derrotado. Quem conhece, por acaso, a secretária dessa Pasta? Fora o marido Jacó Maciel, acho que só mesmo o governador que a nomeou. E o que ela faz, alguém saberá dizer? Talvez porque a Pasta continue a ser a mesma "secretariazinha" que RC identificava quando em campanha. Vai ver! Mas não foi para deixar como está que Campina o botou no Palácio. E aí, relembre-se enquanto há tempo, para não corrermos o risco de repetição, o desastre do Maranhão III. Por isso, amigo leitor, trago abaixo aquele texto para refletirmos juntos. E termos a esperança de que o jovem governante paraibano, com quem me encontrei em audiência oficial dias atrás no Palácio da Redenção e senti que tinha especial carinho para com as coisas de Campina Grande, dê logo um freio de arrumação na sua turma - da administração e da política – antes que definitivamente se instale o desprezo, como aconteceu no nada saudoso Governo do meu amigo de Araruna. Segue o artigo de maio de 2010: Cadê o Governo? Todo o amor declarado por Maranhão a Campina Grande, que sei verdadeiro, vai-se diluindo pela incapacidade gerencial d'alguns dos seus auxiliares. É realmente de "vaca desconhecer bezerro" a situação do Governo na Rainha da Borborema, contrastando cruelmente com toda a aura de atenção do governador e os seus propósitos de bem servir à segunda maior cidade do Estado. Uma verdadeira torre de Babel permanece instalada em Campina Grande, onde quase ninguém do Governo parece mais querer se entender, causando dificuldades à sociedade e prejuízos crescentes e alarmantes à figura do Chefe do Executivo. Ainda hoje, a partir de providencial alerta do meu estimado amigo, o Reverendo e bacharel em Direito Julio Feliciano Paiva, pude entender que a maioria dos que se apresentam governistas no Município estão ocupando os seus cargos descompromissados do projeto administrativo do Governo e da política traçada pelo governador. Diria mais: muitos dos comissionados governamentais, do mais alto ao mais baixo escalão, devedores apenas do favor daqueles que patrocinaram a indicação, apresentam-se com dificuldades até mesmo para pronunciar o nome da autoridade maior do Estado. Boris Casoy, o anti-gari da Bandeirantes, diria sem meias palavras: "Isso é uma vergonha!". Não sei se tenho ainda disposição suficiente para relatar os gritantes erros do Governo em Campina Grande, até em razão de duvidar da adoção dos necessários remédios, mas aqui ou acolá o instinto da amizade me leva a dar gritos, no ar ou fora dele; na internet ou fora dela. Estar "pregando no deserto" nunca foi lá coisa boa, mas... Pelo menos mais tarde não dirão que fui omisso, que neguei verdades ao governador-amigo. É briga entre vereador da base aliada com secretário de prefeito por causa de transporte escolar, um jogando a culpa no Estado, outro no Município, e em ambos os lados a reserva do interesse pessoal. É baixaria na Ciretran entre chefias; é briga por matrículas funcionais na área da Educação entre deputados e vereadores do Governo; é Campina sendo rejeitada quando bate à porta de secretários graduados em João Pessoa; é a turma santa das creches só se importando com o contracheque; é a viatura locada de novo servindo a todas as causas, inclusive a de casa... Também hoje tive conhecimento de lista de deputado chorão, desses que reclama do Governo em bares e restaurantes, beirando 500 nomes emplacados na área da prestação de serviços, algo que diziam ser excrescência do passado. Sei não, Dom Julio Paiva, mas só encontro uma razoável explicação. O Governo – e mesmo o governador – faz vistas grossas porque em curso anda a reeleição. Isso mesmo, aquela que ontem o ministro Ayres Brito, falando para multar o Presidente Lula, dizia que político nenhum é eleito para ter a obrigação de fazer-se sucessor ou fazer o sucessor. Só pode ser isso. Teremos correções, mas só em janeiro de 2011. Zé ganhando, é óbvio, as eleições.
Escrito por Marcos Marinho às 09h23
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Graziela, meu sonho e o coco de Macaíba
Ontem, sonhei! Colorido, prá variar. Dizem que em preto e branco a gente só sonha quando a mente está conturbada, o que não vem a ser o meu caso. Mas não foi um sonho tão lindo, infelizmente. Também não foi daqueles de se esquecer logo cedo, por isso a decisão de compartilhá-lo com os leitores. Foi um sonhozinho apenas, desses que dá pr’o gasto... Um sonho, enfim, para garantir que estou vivo e que durmo bem. E que, apesar de tiquinho, foi importante! Reencontrei Graziela Emerenciano! Sim, a provecta senhora que tanto brilho deu à nossa crônica social e que agora, na idade-limite da vida, amarga a crueldade do esquecimento. No meu sonho ela não estava velha assim como na vida real. Ainda dava sonoras gargalhadas, fortes abraços e continuava paparicada e celebrada por enrugadas ricaças da Borborema. Graziela foi uma grande companheira, nos meus tempos de Diários Associados. Tinha sido mais amiga do mano Ismael, acho que pelo fator idade, mas sempre nos demos muito bem até o dia em que escrevi sobre a morte da sua mãe sem que deixasse de recordar o mais negro instante da falecida - o caso da menina de Patos (cruz da Menina) assassinada a marretadas, crime atribuído exatamente a ela. Jamais fui perdoado, embora em nenhuma linha do texto houvesse mentira, calúnia ou difamação. Aliás, dias depois daquele pequeno registro a própria Graziela mandou-me documentos sobre o júri da mãe em Patos para provar a inocência da mesma e aproveitava para alfinetar-me da mais dura maneira possível, o que obviamente absorvi não sem antes a culpar pela omissão de não ter, na condição de detentora de excelente espaço midiático (coluna em jornal de grande circulação e programa na única TV do Estado à época– a Borborema), resgatado a idoneidade da amargurada genitora, que acabou carregando consigo a pecha de violenta, mesmo prolatada sentença judicial em seu favor. Mas esta é outra história, devidamente arquivada em todos os alfarrábios da vida, e aqui estou apenas a lembrar do sonho de ontem, não cabendo mais cutucar as feridas dos personagens da infeliz adolescente que hoje opera milagres no belíssimo santuário para ela edificado por Ronaldo Cunha Lima na quente capital do sertão paraibano. No sonho, ainda bem, Graziela não mais se queixava dessa dor. E nem lembro de todo o desenrolar do nosso encontro. Sei que ela me recebia em sua casa na Arruda Câmara de maneira bastante amistosa, como nos tempos dos Diários Associados, me chamando de "Marquinho". Só um detalhe me chamou a atenção: estava despenteada! Logo ela, vaidosa como sempre foi, abria o seu lar como simples dona-de-casa sem esconder rusgas nem cabelos brancos. Despida daquele orgulho que igualmente integrou a sua história de luz e glamour. Presenteei-lhe um maço de flores – rosas brancas – e ela logo cuidou de tirar uma para dar a Diógenes, o fiel companheiro das últimas três décadas. Mas não largou da mão direita um rolo de madeira, desses que se compra em supermercado para amassar massa de pastel, e confesso que por instantes fiquei atemorizado com a possível potência daquela "arma" em seu poder. Será que Graziela ainda me desejava o mal, intimamente interroguei? Achei que não. E no sonho a verdade prevaleceu. O rolo de madeira não era arma, mas instrumento de diversão. À minha frente, sem maquiagem, com roupas simples e sandálias de tiras, Graziela voltava a ser menina, que nem aquela da cruz. E lutava sem sucesso para quebrar, com aquele tosco utensílio, um minúsculo coco de macaíba. Batia no coco e o coco pulava prá longe... Cinco, dez, quinze vezes. E sempre rindo, como guria travessa sem preocupações com o futuro. Nem com o passado. Talvez por isso esteja saíndo dessa história do jeito que entrou – como num sonho! Sem sonho, mando meu beijo de verdade para aquela que foi a grande dama do nosso jornalismo social, desejando-lhe um resto de vida sem amarguras, com pouca dor e, sendo possível, com sorrisos, muitos sorrisos. Ela fez a sua parte e Campina saberá reconhecer à altura todos os seus méritos. Xau, Grazi! GOVERNO MAMBEMBE Não concebo, sem que possa deixar de exprimir minha indignação, o fato de ver dinheiro público ser dado a determinados estrangeiros que aqui, em porto ricamente seguro, se locupletam das benesses oficiais, essas mesmas negadas aos filhos legítimos do País. Me reporto ao bem acabado escândalo que incomoda e envergonha cada um de nós e é patrocinado pelo Ministério da Cultura, esse mesmo que nega dinheiro para projetos de um "Tropeiros da Borborema", um ‘Acauã da Serra", um "Balé de Alcantil": o despudorado patrocínio do Governo de Dona Dilma Rouseff ao milionário mágico Tihanny para que o circo do mesmo nome com seu espaço refrigerado, seus artistas norte-americanos e europeus, e sua bilheteria cara, venha insultar a nós todos apesar da grana fácil de Brasília. Tihanny está ao mesmo tempo em João Pessoa e em Campina Grande - seu circo tem duas estruturas independentes - e tanto lá como cá cobra alto para que o paraibano possa assistir ao espetáculo. Mas exclui do seu picadeiro a grande parte da população, exatamente aquela que deveria estar sendo amparada pelo Governo que paga o cachê da cara troupe internacional. Debaixo da lona fria de Tihanny somente os filhinhos de papai do Alto Branco e do Bessa ou os graduados do Poder Público. O menino pobre de Zé Pinheiro e de Mandacarú continuará sendo barrado na porta porque lhe falta dinheiro para o ingresso, e isso é mal. Patrocinar circo de fora não vejo como obrigação de ministério de cultura nenhum e nisso Dona Dilma pisa feio na bola, pegando do circo um papel que não deve ser o do Governo – o de estar mambembe. Mandasse Tihanny procurar Itaú ou Bradesco, como fez o Cirque du Soleil... Ou então, já que tem dinheiro farto para dar aos mágicos de Las Vegas, pelo menos exigisse a socialização da bilheteria para que as camadas mais pobres das nossas urbes sofridas também partilhassem das emoções. Fica o meu solitário e veemente protesto.
Escrito por Marcos Marinho às 11h34
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